Perder os sentidos, mas não a sensibilidade de senti-los, uma coisa não se liga a outra.
O que se vive não se substitui por nada e nem ninguém.
Mas toda carência deve ser suprida, nunca se sabe como fazer
Subo e desço escadas sem caminho para seguir
Não uso calçados, pelo prazer de sentir
Já me machuquei demais e com isso me fortaleço
Numa derrota se faz um recomeço
Ninguém vive sem errar, pensar em deixar de fazer já está errado
Se demora sua chance fica para o passado
Deveriamos ser como água, que se adapta ao seu recipiente e com calma e precisão aguarda o momento certo de vencer os obstáculos;
Toda brecha é uma saída
Sem forma, transparente e de aparência inofensiva.
Ainda me encontro turvo e modelado
Meus movimentos são lentos
Preso a mim, me torno limitado
Porém, no foco.
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